terça-feira, 7 de novembro de 2017

Mãe de dois #23

Enquanto lancha eu pergunto:

Eu: - G. Queres mais alguma coisa?
G.: - Não mãe, eu só te quero a ti.
Eu: - Oh meu querido!... Nem sabes o quanto adoro quando me dizes essas coisas!
G: - Isto é amor mãe! ...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Mãe de dois #22

Após um disparate dele e como resposta um dos meus famosos gritos, eis que caio em mim e lhe digo;

Eu: - Desculpa ter gritado contigo G. Fiquei aborrecida com o que fizeste, mas não deveria ter reagido assim. Desculpa.
G: - Está bem mãe... Eu desculpo-te e tu também me desculpas?
Eu: - Sim. Desculpo sim meu querido.
G: - Mas sabes mãe? Às vezes fazes o meu coração ficar triste, mas não é triste de zangado, é triste de chorar.
... 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Novembro...

Já Novembro? Ainda ontem sonhava com a chegada do Verão!

Este ano está a passar de fugida ou é só impressão minha?
Quer dizer... Não é nada que eu já não esteja habituada, pois desde que tive os filhos a vida tornou-se mais intensa, mais vivida e isso é mais que suficiente para não dar conta dos dias e ficar pasma com a rapidez do tempo.
Se bem que o calor também tem dado uma ajuda a dissimular a passagem do tempo...
Chegado Novembro, continuamos a vestir manga curta, por vezes ainda uso sandálias e são mais os dias em que os miúdos vão de calções p'ra escola que com outra coisa. 
O sol brilha intensamente por aqui, se não fosse o anoitecer mais cedo e as árvores semi-nuas, diria que estávamos em plena Primavera.
Novembro chegou hoje, com cheiro de Outono e trouxe consigo a sensação de uma esperança renovada.
Todos os meses são como um (re)começo, uma página virada, uns com mais por contar, outros com menos, mas sempre com a esperança inabalável de uma nova oportunidade.
Algo me diz que Novembro vai ser bom, que me vai trazer algo de novo, algo que me fará feliz. 
Não quero criar expectativas, pois tal como dizem por ai "mais vale criar unicórnios que expectativas", mas sinto-me confiante, estou preparada para encarar este novo mês de peito aberto e seja o que for que ai venha, que venha por bem.
Feliz Novembro!


Ainda do Halloween...

Embora sem grandes fundamentalismos, não sou muito apologista de determinadas costumes ou estereótipos (sejam eles adoptados de outras culturas ou mesmo nossos). 

Em relação ao famoso Halloween (Dia das Bruxas) tenho algumas reservas, mas uma coisa é certa, veio para ficar e, quer eu queira quer não, os meus filhos adoram.
Não acho piada ao Carnaval e deixo passar ao lado, mas quanto ao Halloween a coisa complica-se um bocadinho, não sei se por serem rapazes e adorarem toda esta envolvência do "terror", se por outra razão qualquer, mas eles vibram com isto.
Este ano, na escola do mais novo, o festejo do Halloween não foi permitido. Desconheço o motivo ao certo pois nada me foi dito, apenas tomei conhecimento quando cheguei a casa e pela boca do meu filho (pela boca e pelos rios de lágrimas), chorou tanto, tanto! 
Ao ver tamanha tristeza, não fui capaz de deixar passar e tive de deitar os meus preconceitos p'ra trás das costas e abraçar esta causa.
Prometi-lhe que festejaríamos o Halloween em casa e assim foi...
Fiz umas bolachas, comprei uns rebuçados (os tais "doces a sério") e com uma cartolina e uns sacos pretos decorei a casa com teias e morcegos. O pai tratou de dar forma a uma pequena abóbora e pronto, estava preparada a festa!
Ao cair da noite, pintei-lhes umas cicatrizes e sangue no rosto e lá foram todos felizes brincar ao famoso "Doces ou travessuras" com os vizinhos. 
Sem grande aparato e com tão pouco, foram tão felizes... 

Independentemente do eu que possa achar destas tradições , deixá-los brincar e serem felizes é o que verdadeiramente me importa...




Capítulo 11 de 12