sexta-feira, 18 de agosto de 2017

230 de 365 - No meu elemento

Nos dias em que tudo parece de pernas para o ar. 
Nos dias em que só te apetece gritar até perder a voz...

Naqueles dias em que o que resta da tua paciência parece evaporar-se, eis que decides ir até à praia e, como que por magia, tudo passa. 
Tudo se torna mais simples e voltas a acreditar que sim, sim é possível voltar a assentar os pés no chão e continuar...



Espaços lindos que me inspiram...


terça-feira, 15 de agosto de 2017

227 de 365 - Agosto que já vais a meio...

E eu com tão pouca inspiração para escrever.
E eu com tão pouco tempo para olhar para dentro e me virar do avesso...

Agosto vai a meio e são tão poucas as encruzilhadas entre o que se esperou dele e o que realmente se tem.
O mês corre, os dias passam e por mais que tente vivê-los com serenidade, nem sempre é fácil.
Sinto uma culpa imensa por não conseguir fazer mais com e pelos filhos, que torcem constantemente o nariz aos planos furados e às tardes longas de horas mortas. 
As férias vão a mais de metade e já se começam a fazer notar a falta da escola (da parte deles) e da paciência (da minha parte)...
O calor deste querido mês não ajuda, assim como os magotes de gente pelas ruas. Filas por todos os lados, nas estradas, nos supermercados, nas esplanadas e até para chegar à praia. 
Os planos voltam a redefinir-se, por instantes quero acreditar que depois da azáfama de Agosto faremos mais e melhor... Mas não, Setembro traz sempre a sensação do final de época, do regresso às rotinas e trabalho, muito trabalho e toda uma sensação de que poderia ter sido diferente, como eu gostaria que fosse diferente...


Mãe de dois #14

Num jogo de perguntas e respostas...
...
Qual o teu lugar favorito?
G. : - A minha mente.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

219 de 365 - Sobrevivi

Quando o medo de não conseguir te consome.
Quando o tempo parece escapar por entre os dedos e o abismo parece estar no teu próximo passo...

Eis que surge, sem saber de onde, uma força que te faz abrandar o medo.
Paras, respiras e bebes a última gota de pensamento positivo que ainda te resta.
Acreditar em ti e no que vales, parece tão distante, mas quando olhas para trás sabes que sim, sabes que irás ser capaz, tens provas dadas que já o fizeste.

Sobrevivi a estes últimos dias, a ferro e fogo, envolta no receio do fracasso. 
Vi-me tantas, mas tantas vezes num carrossel de emoções, umas mais duras que outras, mas no meio de isto tudo sobrevivi. E, mais importante do que ter sobrevivido, foi ter acreditado que sim, que sou capaz, sou capaz de não baixar os braços e que a bem ou a mal, tudo passa...


Faço minhas estas palavras...


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Julho

Julho... o mês mais quente, os dias mais compridos, sinónimo de Verão.

Julho foi um mês de tantos altos e baixos! Foram dias vividos entre muito trabalho, de horas que passaram sem dar conta e momentos em que pude saborear o prazer de viver devagar. 
Dias felizes que se fundiram com os menos bons.
Dias de um mês como tantos outros, em que a vida nos abre tantas janelas, mas teima em nos ensinar com tantos beliscões.
Obrigada querido mês de Julho, pelo bom e menos bom, obrigada pelos finais de tarde que só tu me sabes dar... 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Receita para o fim de semana...

As bolinhas energéticas estão muito em voga nos nossos dias, mas para mim são apenas um modo delicioso de petiscar algo doce "sem culpa".

Vi-as pela primeira vez no Instagram (há tanto tempo que já não me lembro em qual...) e achei-lhes, desde logo, imensa piada. 
Desde ai, fiquei sempre com imensa vontade de experimentar. 
O tempo foi passando e, há alguns meses, resolvi investigar mais sobre estas "bombinhas de energia".

Experimentei várias receitas, inclusive esta que correu bastante bem e a qual me serviu de inspiração para criar a minha própria receita.
Para quem tiver vontade de provar este docinho (que quando comido com moderação em nada pesa na consciência e na balança) fica a receita:

Para as fazer:
30 tâmaras sem caroço
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de manteiga de amendoim (receita aqui)
1 mão cheia de amendoim sem pele (triturado)
1 colher de sopa de amêndoa com pele (triturada)
1 colher de sopa de bagas de Goji 
1 colher de sopa de sementes de Chia
Coco ralado q.b. para envolver as bolinhas

Como fazer:
Comecei por triturar o amendoim e a amêndoa e reservei.
Coloquei as tâmaras e os restantes ingredientes no processador e triturei tudo até obter uma pasta homogénea.
Verti a mistura numa taça e juntei-lhe a amêndoa e o amendoim,  envolvi tudo muito bem e levei ao frigorífico por 1 hora (mais coisa, menos coisa).
Moldei então as bolinhas e envolvi-as no coco ralado.
Coloquei-as numa caixinha com tampa e guardei no frigorífico.

São deliciosas e perfeitas para aqueles momentos em que o "Bichinho da gula" (disfarçado de fome) ataca!



Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Comer bem faz bem...

Ir a uma livraria implica dar, obrigatoriamente, uma vista de olhos pela secção de livros de cozinha...

Desta vez, foi uma espécie de paixão à primeira vista. 
A capa chamou-me, desde logo, a atenção e ao desfolhá-lo rendi-me à simplicidade e originalidade das receitas.
Um livro com imensas opções para confeccionar "Bowls", que são, nada mais, nada menos do que refeições práticas e rápidas de fazer, apresentadas em taças individuais.
Receitas essencialmente compostas por poucos ingredientes (uns mais acessíveis que outros), mas muito nutritivas e equilibradas.
Uma tendência um pouco "fora da caixa" que me atrai muito, não só pela sua simplicidade mas sobretudo por me permitir dar azo à imaginação...


quarta-feira, 12 de julho de 2017

O melhor da vida - Acabar o dia na praia...

Praia rima com serenidade, rima com coração feliz 
e um sentimento de gratidão tão imenso.

Gosto tanto do que a vida me dá, sobretudo destes dias na praia, dias em que vamos tarde e ficamos até ao sol se pôr.
Dias em que o jantar se improvisa dentro de uma geleira, o guarda-sol dá lugar aos raios quentes e dourados do final da tarde.
Dias onde se brinca até não poder mais.

Terminar os dias assim são felicidade plena, são momentos únicos que quero guardar na nossa colecção de coisas boas. 
Finais de dia que se prolongam, que são passados sem pressa e sem rotinas. 

 
É a minha vida pintada de azul.





terça-feira, 11 de julho de 2017

192 de 365 - Para não esquecer...

Vivo completamente focada em mudar o meu (o nosso) estilo de vida...
Determinada em abrandar e aproveitar ao máximo o "aqui e agora", sei que levará o seu tempo e sei também, que não será uma jornada fácil.

Quando levas uma vida cheia de vícios e rotinas, cheia de verdades e certezas (que nesta fase deixaram de fazer sentido) a mudança torna-se mais desafiante e, ao mesmo tempo, mais difícil. 
Tem dias em que custa, em que a preguiça fala mais alto, dias em que voltar ao mesmo parece tão mais fácil...
Ontem escrevi no nosso quadro de recados: "Vamos viver devagar e ser felizes"... Escrevi para eles, mas sobretudo, escrevi para mim, para que nos dias em que o chão treme e as dúvidas turvam, nos sirva de inspiração e nos faça seguir em frente.

Reencontrei-me há algum tempo e é ai que quero continuar.
Devagar em tudo, em mim, na vida, no amor.
Devagar para continuar a ser feliz...


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Almocinho de fim de semana...

Simples, fresco e rápido de fazer.
Perfeito para quando chegas da praia, cheia de calor e com vontade de dormir uma bela sesta...

Uma fatia de pão torrado coberta com queijo creme.
Salmão fumado,
Fatias finas de abacate temperado com sumo de limão e sal,
Pedacinhos de tomate
1 ovo escalfado
Coentros

Para acompanhar uma salada verde e um belo sumo de fruta



Faço minhas estas palavras...


domingo, 9 de julho de 2017

Coisas giras e cheias de graça - IN Lagos Street Food Fest

Desde a primeira edição que andava mortinha por lá ir...
Não há duas sem três e à terceira foi de vez!
Este sábado rumei a Lagos para conhecer o In Lagos Street Food Fest 2017.


Uma mostra ou pequeno festival, se assim quisermos chamar, de "Food Trucks".  
Há uns anos chamaríamos de roulotes, mas os tempos são outros...
Com um design mais moderno (embora muitas nos façam lembrar as carrinhas de gelados dos anos 50) são bastante apelativas e cheias de charme, não só pelo seu aspecto exterior como pela comida que apresentam. 
Os tradicionais cachorros e bifanas de outrora, perderam terreno para os tacos e hamburgueres, para as sandes de pão pita e wraps... Estas novas carripanas oferecem-nos os petiscos da moda, iguarias dos quatro cantos do mundo que vieram para ficar.

Embora modernizado, na minha opinião, o conceito continua o mesmo, comida rápida, saborosa e acessível e o melhor de tudo é que, neste festival podemos encontrar várias opções para todos os gostos!
Eu rendi-me aos tacos, mais concretamente ao "Taco vegetariano de húmus com amêndoa e rúcula", super delicioso e que combinou na perfeição com um sumo de melancia e gengibre. 

O "In Lagos Street Food Fest" é um evento simples, pequenino, mas muito agradável, um programa para desfrutar a dois, com um grupo de amigos ou em família.
O ambiente deste festival é super descontraído e cheira a Verão. Foi perfeito para uma noite diferente, numa cidade que adoro!

Teria sido ainda mais perfeito se não estivesse tanto vento (e frio), mas ainda assim, gostei imenso e recomendo vivamente. 
Para o ano espero lá voltar (desta vez com um agasalho extra) e levo os miúdos comigo, acho que vão adorar!...









sexta-feira, 7 de julho de 2017

E se em vez de deitar fora?...

Ao organizar os materiais escolares dos meus filhos, verifiquei que a maior parte dos cadernos do mais velho apenas tinha sido utilizada até meio (ou nem isso!).
Como não costumo guardá-los (à excepção dos do 1º Ciclo) o meu primeiro impulso foi colocá-los no Ecoponto para papel, mas antes de o fazer pensei:
E se ao invés de "deitá-los fora" os reutilizasse?

Comecei por retirar as folhas usadas, forrei as capas com restos de papel de embrulho e por fim com papel autocolante transparente. 
Alguns deles ficaram como novos e como têm ainda imensas folhas vou guardá-los para o próximo ano. Os que ficaram mais "magrinhos" guardo-os para mim, sou apaixonada por cadernos e blocos de notas e estes serão, sem dúvida, muito, muito úteis.

Outros materiais que costumo reutilizar são: lápis de cor (por vezes chegam ao final do ano com um tamanho bastante razoável), tesouras, réguas, estojos, etc... Isto, porque tenho por hábito investir um bocadinho mais em materiais resistentes e sem "bonecada", deste modo nunca passam de moda e são mais duráveis.

Além daquilo que podemos poupar, ao reutilizarmos objectos estamos também a ajudar o nosso Planeta. Menos coisas significa menos matéria-prima gasta, menos poluição, menos desperdício...

Sei que este post em nada tem a ver, numa altura em que só se pensa em férias, sol e descanso, mas nós mães fazemos sempre contas à vida cada vez que pensamos no regresso às aulas e nos custos que isso acarreta.






"Cherry Pie" ou Tarte de Cereja...

Sempre que vejo, nos filmes ou séries de tv, as famosas Cherry pies, fico de olhos em bico e toda eu estremeço de vontade de lhes dar uma trinca.

Há uns dias decidi aventurar-me e fui à procura de uma receita de tarde de cerejas...
Para meu espanto, não é nada difícil e faz-se muito rapidamente (à excepção, é claro, do descaroçar das cerejas!)...

Para a massa:
2 chávenas e meia de farinha de trigo sem fermento.
225gr de manteiga sem sal
1 colher de chá de sal (pus um pouco menos)
1 colher de chá de açúcar (substituí por geleia de Agave)
1/4 de chávena de água gelada.
1 ovo batido para pincelar

Para o recheio:
1 Kg de cerejas bem maduras, sem caroço
3/4 chávena de açúcar (usei açúcar amarelo)
1/4 chávena de farinha de trigo (usei amido de milho)
Raspa e sumo de 1 limão

Preparar a massa: 
Numa tigela coloquei a farinha, o sal e o açúcar. Adicionei a manteiga aos cubos e misturei tudo até ficar com um aspecto de granulado. Juntei a água gelada e continuei a envolver os ingredientes até obter uma massa homogénea e húmida.
Dividi a massa em duas partes iguais, formei duas bolas e envolvi-as em película aderente.
Coloquei a massa no frigorífico para refrigerar durante 1 hora.

Preparar o recheio:
Numa tigela coloquei as cerejas partidas aos pedacinhos, o amido de milho, o açúcar e o limão. Envolvi tudo muito bem e reservei.

Montar a tarte: 
Entretanto, estendi uma das partes da massa (com a ajuda de um rolo) sobre a bancada de trabalho previamente polvilhada de farinha. 
Cobri uma forma de tarde (com fundo amovível) com a massa e nela verti o recheio das cerejas.
Com a outra parte da massa, cortei várias tiras com aproximadamente 1,5 cm de largura e cobri a tarte de modo a fazer uma espécie de quadriculado. 
Por fim, pincelei as tiras e o rebordo com o ovo batido e levei ao forno pré-aquecido a 180ºC. 
O tempo de cozedura pode variar de forno para forno, o melhor mesmo é ir vigiando, estará pronta quando o recheio começar a borbulhar e a massa estiver bem dourada.
Depois de cozida, retirei-a do forno e deixei arrefecer durante algumas horas, antes de servir, para a base absorver os sucos do recheio.

Pode servir-se fria, mas se aquecerem um pouco as fatias no microondas e as servirem com uma generosa bola de gelado de nata ou baunilha, fará com certeza, toda a diferença...


A receita original podem encontrá-la aqui: https://goo.gl/fvdP52


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Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 6 de julho de 2017

"Desacelerar"

A propósito deste desafio, lançado pela Maria e pela Filipa, lembrei-me que ainda não tinha escrito nada sobre o livro "Viver devagar".

Ora bem... Li-o em 3 dias (como é de esperar quando gosto deveras de um livro) e devo dizer que vai directamente para a minha prateleira  "quero-os por perto". 
Cá em casa tenho um espaço reservado aos livros da minha vida, àqueles que deixaram marca, aos que provocaram mudanças e aos que gosto de ter por perto, todos eles livros para consultar ou voltar a ler sempre que me apetecer. 

O livro "Viver devagar" é um desses livros, um livro muito simples, leve e fácil de ler, mas ao mesmo tempo com uma mensagem tão importante, com passagens tão bonitas e pessoais, o que o torna muito especial, pelo menos para mim...
Identifico-me com muito do que a Maria escreve, com a sua visão do quotidiano e a importância de viver o "aqui e o agora", a urgência de nos reencontrar-nos com a natureza, tudo aspectos tão fundamentais e que me dizem tanto!

Há muito que sinto a necessidade de desacelerar, não que a minha vida seja um corrupio, sem tempo para nada ou algo assim... (tem dias, mas são mais as vezes em que a desorganização do tempo é mais desgastante do que a falta dele). 
O que preciso mesmo é de aprender a abrandar, ser capaz de parar para contemplar o que me rodeia, para olhar com olhos de ver...
Preciso aprender a abrandar para sentir, para me conectar com aquilo que verdadeiramente importa.

Desde que decidi mudar o meu rumo, tenho vindo a querer saber mais, a aprender mais, a descobrir por onde começar e o "Viver devagar" deu-me um enorme impulso, serviu para muitas coisas, sobretudo para tomar por certo parte daquilo em que realmente acredito.


Sou grata à Maria pelo bonito livro que escreveu, pela inspiração que ela mesma é...
O desafio #viverdevagar está mais que aceite...




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Oficialmente de férias!!!

Mas calma, não sou eu...São eles! 

Os meus filhotes estão de férias, e que belas férias! 
Quase três meses de puro far niente...
Já escrevi aqui sobre isso e não me vou alongar muito, mas gostava de partilhar as respostas deles à "espécie de jogo" que fizemos.
Ora bem, o mais velho respondeu de imediato e o que me saltou à vista foram coisas das quais eu não esperava, pelo menos para já... 
Não vou transcrever tudo, mas para que fique registado (não vá a nossa folhinha de papel desaparecer)...

Sítios onde gostarias de ir? Resposta: Meo sudoeste
Livros que gostarias de ler? Resposta: "Escrito na água"
Algo novo que gostarias de aprender ou experimentar? Resposta: Conduzir

Socorro!Será que viajei no tempo e estamos em 2022 ?

Quanto ao mais novo, ainda não obtive muitas respostas, mas pelo menos uma das coisas já concretizámos, a tão desejada visita ao Zoomarine.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mãe de dois #13

Hora de almoço, tudo a postos para ir para a mesa...

J: -Mãeeeee!
Eu: - Diz?
J: - Não fizeste refrigerantes naturais hoje?
Eu: - Não, hoje não...
J: - E também não há refrigerantes desnaturais?

...

Um chá gelado para dias de muito calor!

Não será novidade, eu sei! Assim como, sei que devem haver outras bem mais deliciosas ou requintadas, mas esta é a minha receita, simples e rápida de fazer.

O que preciso:

1 litro de água 
1 saqueta de chá preto.
Casca de limão a gosto.
Para aromatizar o chá, costumo juntar lascas de gengibre fresco e 2 pauzinhos de canela ou um punhado de folhas de hortelã e frutos vermelhos.

Como o faço: 
Num jarro de vidro coloco a saqueta do chá, casca de limão e alguns dos outros ingredientes para aromatizar.
Levo a água ao lume e assim que começa a ferver despejo-a no jarro. 
Tapo por uns minutos e de seguida retiro a saqueta do chá.
Depois de frio, passo pelo coador e levo ao frigorífico para refrescar. 
Esta minha receita não é doce, pois bebo o chá e o café sem açúcar, mas para quem gosta de doce, pode sempre juntar mel, açúcar, stevia ou outro adoçante natural... 
Na hora de beber o chá, nada como adicionar umas rodelas de limão e uns cubos de gelo... 
Tão refrescante!




Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 29 de junho de 2017

179 de 365 - "Tanta coisa e não tenho nada para vestir!"

Nunca fui viciada em compras, sobretudo no que se refere ao vestuário. 
Cada vez mais, considero o "vestir" apenas  uma necessidade básica, mas estaria a mentir se dissesse que não ligo patavina à aparência ou que seria capaz de vestir a primeira coisa que me aparecesse à frente...

Uma das coisas que, a pouco e pouco, me vai desprendendo de tudo isto é o modo como comecei a encarar o consumo, a facilidade com que somos levados a adquirir coisas, coisas essas que muitas das vezes nem nos fazem falta.
Aprendi, por experiência própria, que ao assumirmos uma vida mais simples, mais descomplicada "o menos tornar-se mais" e não é por ter uma camisola ou um par de sapatos novos que me fará mais ou menos feliz.

Por fim, e não menos importante, é aquilo sobre o que quero escrever hoje, o chamado "fast fashion".
Este é um conceito cada vez mais presente nos nossos dias e está a conduzir o mundo da moda (ou vice-versa) por caminhos muito complexos e desumanos.
Desde que vi o documentário "The true cost" e li sobre todo este flagelo, nunca mais fui a mesma.

Quando entro numa loja, principalmente nas grandes cadeias de moda "acessível", a primeira coisa que me vem à cabeça são imagens como o trágico acidente no Rana Plaza no Bangladesh (onde morreram mais de 1100 pessoas). Não esqueço as lágrimas daquelas mulheres e meninas que trabalham 12 a 16 horas por dia (apenas com uma porção de arroz diária no estômago e uns míseros 30 a 60 dolares ao mês). Não consigo apagar da minha mente a imagem dos bebés que dormem no chão junto aos pés das suas mães, enquanto estas cosem as t-shirts giras e tão em conta que todos nós adoramos ter, só porque sim...
Sinto-me cada vez mais preocupada com estas situações, já para não falar do desgaste e destruição ambiental que esta produção desenfreada causa!
Nos dias que correm, somos levados a substituir sistematicamente os nossos bens, já não os consertamos ou reutilizamos, limita-mo-nos a deitá-los fora e a adquirir novos. 
Estes pequenos gestos, que nos parecem tão banais, causam danos irreparáveis ao nosso planeta.  

No nosso país são poucas ou quase nenhumas as lojas que vendem produtos de acordo com os critérios de um comercio justo e sustentável (a preços mais ou menos acessíveis) o que é de lamentar, pois assim é mais difícil escapar aos grandes "monstros" da "fast fashion" e outros.
Sei que, por enquanto, não conseguirei fugir a isto, pois a oferta de produtos alternativos torna-se um pouco inacessível para mim. O custo dos portes por vezes é mais elevado do que a própria peça e para uma mãe de dois filhos com orçamento limitado, nem sempre é fácil. 
Contudo, acho que o facto de estar desperta para esta questão, abre-me novos horizontes, faz-me pensar duas vezes antes de comprar uma peça.

Felizmente existem por esse mundo fora algumas pessoas preocupadas com estas questões e sobretudo preocupadas em divulgá-las.
As grandes marcas, até à data, têm fugido às responsabilidades e só visam lucros, mas acredito que com a sensibilização para questões tão desumanas e pertinentes algo poderá ser feito.
No entanto, não acredito nos boicotes às marcas, a questão não se resolve por ai, mas divulgar e fazer pressão para que se tomem atitudes, se façam mudanças de políticas e princípios, fará com certeza toda a diferença.

Assim como, se todos nós tivermos conscientes de que ter mais coisas não faz de nós melhores ou piores, e que tudo parte de um principio, aquilo que procuramos está em nós e não naquilo que compramos, o nosso legado será, com certeza,  "um futuro melhor".





quarta-feira, 28 de junho de 2017

Lemos?


Os livros sempre fizeram parte das nossas prateleiras, dos nossos dias, das nossas vidas. Em casa dos meus pais sempre se leram livros, sempre se compraram livros, sempre foi um hábito ir procurar nos livros a resposta para tantas coisas...

Hoje em dia, cá em casa, não é tanto assim, as enciclopédias foram substituídas pela Internet, as colecções de livros sobre Animais e Vida selvagem pelos programas e séries de tv e as pilhas de livros que entravam em casa dos meus pais em nada se comparam aos dois ou três livros que compro por semestre...
Apesar desta enorme lacuna que se formou, entre aquilo que "foi" e aquilo que "é", continuo a gostar de ler, continuo a amar as palavras e ao que elas me levam. 
Não troco a visita a uma livraria pela entrada numa loja de roupa, não prefiro o filme ao romance, nem o melhor perfume ao cheiro de um livro novinho em folha, mas sei que poderia ler mais, poderia esforçar-me mais. 
Tento ler todos os dias, mais que não seja uma página, só porque sim, só porque quero, e isso tê-me dado frutos, muitos frutos.
Além daquilo que aprendo, daquilo que sonho, daquilo que vivo, o facto de fazer da leitura um hábito contagia de certo modo os meus filhos.

O mais novo entrou este ano no primeiro ano e ao perceber o poder que a leitura lhe confere descobriu todo um mundo novo. Anda fascinado com esta sua nova capacidade, lê tudo, ou quase tudo, lê o que escrevemos, o que aparece na tv, na rua, nas lojas, mas lê sobretudo os livros que tem no quarto, sim, aqueles que estiveram por ali esquecidos.
O mais velho sempre gostou que lhe lessem histórias, lemos juntos "O Principezinho" e foi das coisas mais extraordinárias que já fizemos até hoje. 
Apesar de gostar de livros, apesar da sua tremenda curiosidade em saber, a preguiça de pré-adolescente apoderou-se e há muito que não pegava num livro. 
Há uns dias, deu-se um click  e, sem eu dar por isso, começou a ler. Já vai no segundo livro (e dos grandes como ele próprio diz) e acho que nestas férias a coisa promete.
Enche-me o coração vê-los (ver-nos) envolvidos pelo poder da leitura, faz-nos tão bem, dá-nos tanto!

Este ano, apenas estabeleci um objectivo a alcançar, ler pelo menos um livro por mês. Sem grande stress vou indo (ou melhor, vou lendo) prefiro não pensar muito, é deixar fluir... 



terça-feira, 27 de junho de 2017

Sete

O dia de ontem foi tão, mas tão intenso que não houve tempo para quase nada!
O membro mais novo da família, o nosso querido G., fez sete anos.
S-E-T-E!!! Sei que soa a cliché, mas  "parece que foi ontem que nasceu"...
O que me vale é que continua a ser um "bebé grande", sim vale mesmo por isso e não tenho vergonha de o afirmar, não tenho pressa nenhuma que cresçam, apesar de saber que é inevitável e que o meu papel é contribuir para que o façam...no fundo, não tenho pressa.
Está crescido sim, eu sei, mas aos meus olhos continua a ser o meu "bebé grande".

Ontem fez anos e o dia quis-se muito especial, um dia para ficar na memória, para ficar no coração.
Começou pelo tradicional acordar com um cantar de parabéns (pela voz esganiçada da mãe) e de um bolo de panquecas com fruta.
De seguida rumamos ao sítio escolhido por ele para passar o seu dia de aniversário, o Zoomarine. 


Foi a sua estreia e devo dizer que não foi nada mau, passámos lá o dia inteiro, coisa que também foi uma estreia para nós. 
Levámos farnel, fatos de banho e kilos de protector solar (sim, porque aquele sítio é de torrar agora no Verão). 
Vimos os espectáculos todos, mas os favoritos foram, sem dúvida, o dos golfinhos e o show de acrobacias "A Baía dos piratas", adorámos!!! 
Ao final da tarde os miúdos continuavam eufóricos, o G. só me dizia: "- Estou a adorar mãe!" e nós pais, de coração cheio.
No regresso, adormeceu ao fim de uns minutos no carro, o mais velho lutou contra o sono, mas a sua cara acusava mais exaustão do que outra coisa.

À noite, ainda houve tempo para cantar os parabéns com a família mais próxima, partilhar beijinhos e receber umas lembranças...
Caiu à cama e já só acordou hoje de manhã, o sorriso de orelha a orelha continua lá, embora agora um sorriso com sete anos. 













Parabéns meu amor!