quinta-feira, 19 de outubro de 2017

292 de 365 - E quando a vida te prega um susto...

Sabes, quando tens pela primeira vez a certeza daquilo que pretendes para ti, mas andas às voltas, às voltas, sem saber por onde começar?

E eis o dia em que a vida te prega um susto e te mostra aquilo que há tanto procuras. 
Incrédula, olhas para os lados e tentas encontrar uma razão para voltar atrás.
Beliscas-te e perguntas uma e outra vez, será verdade, será mesmo isto? 
No teu íntimo, naquilo que és, sabes que sim, sabes que é esse o caminho, mas tens medo. 
Medo, porque não sabes por onde começar. 
Medo, porque estás consciente que terás de dar valentes passos atrás. 
Medo, porque as amarras que te prendem parecem não esticar mais. 
A vida prega-te um susto, aponta-te o caminho certo e desta vez tu não queres desistir, não podes desistir. Sentes que vais ter de te soltar, doa a quem doer, pois agora és só tu.
Ganhas fôlego, fechas os olhos ao teu mundo e atiras-te ao abismo da incerteza. 
A vida prega-te um susto e tu, tu olhas em frente e voas, voas bem alto!


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O melhor da vida... fazer pão.

Nada melhor do que um pãozinho acabado de sair do forno...

Ontem aventurei-me e experimentei fazer uns pequenos pães para o lanche dos miúdos.
A receita "roubei-a" daqui. É simples, rápida e com um resultado delicioso... A combinação perfeita!
Os miúdos acharam-nos um pouco insossos (os malandros), mas já era de esperar! Segundo eles os do supermercado são bem mais doces e estes não...
Na verdade, eu gostei imenso e vou continuar a fazê-los pois são perfeitos para lanches e piqueniques e o melhor de tudo, são feitos por mim!



terça-feira, 17 de outubro de 2017

290 de 365 - Tão longe, mas sinto-me tão perto...

Estou tão longe de saber como foi, como é, como será daqui para a frente, mas sinto-me tão perto... 

Longe de saber como se sentem, como sofrem, longe de viver o horror da perda.
Mas mesmo longe, sinto-me perto, tão perto. 
É impossível ficar indiferente, seguir caminho como se nada fosse, é impensável não sentir um nó no estômago, uma tristeza profunda com o que se está a passar.
Estou triste, revoltada, sinto-me impotente, sinto-me mal.
Sinto um misto de orgulho e de vergonha deste meu país.
Orgulho pela coragem de uns, que munidos apenas do instinto de sobrevivência, lutam pelas suas vidas.
Orgulho pela coragem e força de outros, que trabalham por amor ao próximo, arriscando a sua vida para salvar vidas.
Sinto vergonha dos nossos políticos, que há décadas fecham os olhos a este flagelo.
Vergonha dos homens e mulheres que fazem da desgraça alheia o mote para críticas a uns e outros.
Vergonha deste "jogo do empurra", onde os peões somos nós, os cidadãos, que nas horas más nos deparamos com a dura realidade de abandono, desprotegidos por um Estado omisso e incompetente.
É um misto de sentimentos, é o reabrir de uma ferida que ainda está tão viva.
Dezenas de famílias em luto, dezenas de vidas por viver, um ecossistema devastado, um país em cinzas.
Estou tão longe de saber como foi, como é, como será daqui para a frente, mas estou tão perto, sinto-me tão perto...
Perto de coração, de lamento e de profundo pesar.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mãe de dois #19

Enquanto faz as somas que trouxe como trabalho de casa...

G: - Mãeee
Eu. - Siiiim?
G: - Gostavas de ser rica?
Eu: - Eu gosto de ser como sou, mas não me importava de ter mais algum dinheirinho.
G: - Pois!...E não gostavas de ter alguém para te ajudar no trabalho para poderes descansar?
Eu: - Sim, isso sim!
G: - Vês! Para isso tinhas de ser rica, para pagar a essa pessoa!
Eu. - Pois... Acho que tens razão...
G: - Bem... Finalmente admites que eu tenho sempre razão!!!

Faço minhas estas palavras...


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mãe de dois #18

Numa manhã que não começou do melhor modo...

Eu: ... blá, blá, blá, mas a minha boa disposição acabou!
G: - Como assim mãe?
Eu: - Quer dizer que eu estava muito bem disposta, mas depois de toda esta confusão fiquei aborrecida!
                                           (Passados uns minutos...)

G: - Hummm! Quer dizer que o teu "bom" foi pelo cano abaixo e o teu mau-humor está no máximo?

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O melhor da vida - Improvisar

Um feriado em dia útil é um recarregar de energia para os miúdos, é um "e agora quê?" para mim.

Sozinha com os dois prevejo um dia longo, um dia gigante pela frente...
Ficar por casa, num dia lindo de sol é quase um pecado.
Pensar rápido é imperativo! Tenho de inventar algo, mais que não seja um momento simples, diferente, algo que os liberte da rotina e os faça felizes.

E assim foi... Arrumei o mais depressa que consegui o meu trabalho, fechei os olhos aos afazeres domésticos e deitei mãos à obra a um lanche rápido e simples.
A ideia?... Levá-los ao parque de lazer da nossa cidade, deixá-los brincar até cansar e terminar o dia com um jantar em modo piquenique.
Brincaram juntos, felizes e sem pressas. 
Correram, jogaram à bola e, sem dramas, chegámos ao final da tarde, a um por do sol magnífico, perfeito para picnicar as nossas sandes e fruta que levei na mochila.
Sem grandes complicações, sem nenhuma expectativa, os planos que fiz souberam-me tão bem!
O pânico do "E agora quê?" deu lugar ao "Vamos a isso, vai ser giro!" 
E foi!
Bem, quer dizer...Teria sido ainda mais se os mosquitos não tivessem decidido fazer-nos companhia na hora de comer...



Espaços lindos que me inspiram...


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Já virámos a página a Setembro...

Outubro já está ao rubro e só agora dei conta que o mês de Setembro já foi, passou de soslaio, a um ritmo leve e tranquilo...

Os dias viveram-se devagar, houve excepções é certo, mas no geral foram vividos com muita calma.
Houve tempo para os famosos começos e recomeços e para novas descobertas também.
Viveram-se muitas saudades e emoções fortes e ainda houve tempo para sonhos realizados. 
Outros sonhos nasceram e esperam ansiosos a sua vez, assim como projectos antigos aguardam o seu momento. 
Setembro reforçou ideais, abraçou a convicção de uma vida melhor e trouxe pessoas novas à minha rede.
Setembro fica no coração pela notícia de mais um baby na família, não nosso, mas deles, dos meus irmãos queridos.
Setembro levou-me o Verão mas trouxe-me tanta coisa boa... 
Obrigada!


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mãe de dois #17

Peço-lhe um ajudinha para levantar a mesa após o jantar e a resposta foi fazer "ouvidos de mercador"...

Incomodada com indiferença perguntei:
"Eu: - Oh G.  não me queres ajudar, é isso? Não estás a ser muito meu amigo!...
Ele: - Pois... É que eu não sou teu amigo mãe, sou teu filho, mas não te preocupes, eu amo-te na mesma!" 

E pronto derreti!!!



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A vida aos quadrados - Jade Beall

Se existe rede social de que eu goste mesmo, e da qual não me imagino viver sem, é o Instagram.

Tenho conta há alguns anos, acho que já vão cerca de quatro, e apesar de nem sempre publicar fotos, não há um dia em que não vá até lá dar uma espreitadela...
Amo fotografia e sou fiel a algumas páginas, as que contam histórias, as que me inspiram, outras que me ensinam tanto e outras... porque sim!
É o caso desta, que descobri quando vi este documentário. 
Fiquei fã da Jade Beall, desde logo, não só pela qualidade do seu trabalho como, sobretudo, pelo que ele representa, pela intensidade das suas imagens.


Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Mãe de dois #16

Acabadinho de chegar da escola... e eu que não consigo desapegar-me deste vício, bombardeei-o com as perguntas do costume...

Eu: -Olá G.!!! Que tal?
Blá, blá, blá, blá, blá...
Eu: - Então e o almocinho, foi bom?
G: - Siiiim!
Eu: - O que é que comeste?
G: - Não sei bem... Mas acho que eram umas sardinhas meio douradas, acho que vieram dos Estados Unidos...

Obrigada Sr. Trump pelo almocinho bom do meu rico menino...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O melhor da vida - Momentos a dois

Esta semana celebramos 15 anos de casamento, 15 anos!

Não que um papel tenha mudado aquilo que já vivíamos antes, não que uma assinatura tenha mudado o que sentíamos antes, mas foi um acto simbólico que quisemos partilhar com aqueles que nos diziam e continuam a dizer tanto!
Quinze anos de altos e baixos, de dias muito felizes, de dias assim, assim, de momentos duros e outros de nos levar aos céus! 
Temos crescido juntos, temos feito aquilo que melhor sabemos, ser um só e desta nossa vida a dois, os nossos dois filhos, os amores da "nossa vida"!...
"O" dia não é hoje, mas por não podermos estar juntos quando chegar, decidimos partilhar hoje, um momento especial.
Há muito que prescindimos dos presentes, das flores ou jantares fora, prescindimos das coisas e damos lugar aos momentos, àquilo que podemos viver e guardar no peito, para sempre.
Hoje fomos, os dois, fazer uma aula de SUP, há imenso tempo que falávamos disto, há imenso tempo que dizíamos: "Um dia temos de experimentar!..." Esse dia foi hoje e foi tão bom!
Os dois, a nossa ria mais que "Formosa" e esse nosso amor que nos une.
Parece cliché, é certo, mas momentos destes são únicos, são momentos simples e tão especiais que vão directamente para a nossa colecção de memórias...


Faço minhas estas palavras...


sábado, 16 de setembro de 2017

259 de 365 - É só mesmo isto...

Não é sobre ter
Todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar
Alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar
Mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida
Que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E, então, fazer valer a pena cada verso
Daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo
E saber que venceu
É sobre escalar e sentir
Que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo
Em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro
É capaz de comprar
E sim sobre cada momento
Sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr
Contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera
A vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abrace teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abrace teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Ana Vilela (Trem Bala)




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tudo correu como eu menos esperava

Os dias tranquilos, sem pressas, tão diferentes do que eu havia imaginado...

Manhãs sem birras e sem stress, simplesmente a andar.
Os regressos da escola vêm sempre acompanhados com sorrisos e, embora com poucas histórias para contar, felizes.
Aos poucos temos vindo a ajustar os horários e as rotinas. 
Vamos desapegando lentamente das "coisas" boas das férias, arrumando-as cá dentro e deixando espaço para as novas aventuras.
Acho que já tinham saudades da escola, ou pelo menos das rotinas. É como se a vida voltasse ao lugar certo e eu, eu estou tão feliz por isso! 
Por mais que deseje prolongar o Verão, esticar mais um bocadinho a despreocupação dos dias, este recomeço deixa-me tão, mas tão mais tranquila...

Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

E lá foram eles...

Já posso respirar de alívio? Hummm... acho que sim!
A maratona foi superada com sucesso! 

Os materiais estão organizados e devidamente etiquetados, os manuais escolares comprados e forrados e a minha presença, a tempo e horas, em ambas reuniões de pais foi cumprida! 
Hoje as aulas começam a sério, com direito a almoço na escola e tudo, e eu? Eu, fico aqui a precisar de umas férias, umas boas férias para me restabelecer destes últimos dias.
Este ano, embora o valor dos manuais escolares continue a ser uma barbaridade, senti um grande alívio nas despesas. 
Além de ter reutilizado algum do material do ano passado, o que me fez poupar uns tostões, a Câmara Municipal da minha cidade (tal como já fez em anos anteriores) ofereceu a todas as crianças do 1º ciclo os manuais escolares e um kit de material bastante completo.
Além disto, ainda nos foram oferecidos os manuais de Matemática e Português para o mais velho (que vai já para o 7º ano!!!). 
Uma grande ajuda, da qual eu estou muito grata, pois independentemente da condição social/financeira, todas as crianças e jovens da nossa cidade puderam usufruir de parte ou totalidade dos manuais e isso foi, sem dúvida, uma bolha de oxigénio para o orçamento de muitas famílias.

Agora resta-me ganhar forças para o que ai vem, manhãs em que preciso de paciência extra para os fazer sair de casa, saber lidar com as "birras" do costume, muita energia para os ajudar nos Tpc's e horas a dobrar, muitas horas a dobrar!



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Em contagem decrescente...

As aulas começam já depois de amanhã e só hoje "me caiu a ficha"! 
Dois dias, apenas dois dias para (re)começarmos as nossas rotinas.

Os miúdos estão a "queimar os últimos cartuchos" com os avós, gozam a praia, o sol e a rédea solta que só as avózinhas sabem dar.
E eu estou por aqui, a pensar nas mil e uma coisas que ainda tenho por comprar, por organizar e nas reuniões de pais a que tenho de ir.
Com o passar do tempo vejo-me a substituir a minha extrema organização e antecipação, no que toca a este tipo de coisas, pelo "vou deixar para amanhã"... 
Se há uns anos, por estas alturas, já tinha materiais comprados (e etiquetados), livros encadernados e mochilas prontas a levar, hoje vejo-me com uma lista de afazeres ainda por estrear.
Tenho de tomar coragem e enfrentar o que ai vem pois vai ser uma maratona e não há volta a dar, as aulas estão ai!... 


Faço minhas estas palavras...


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O melhor da vida... Verão!

Os dias sentem-se mais pequenos , embora muito quentes, o brilho dourado dos finais de tarde lembram que o Outono está ao virar da esquina. 


Com o regresso às aulas, as rotinas alteram-se, os horários entram nos eixos e voltamos a vestir os nossos outros papéis.
O Verão, esse, vai ficar na pele mais escura, nas roupas leves que possivelmente vestiremos por mais algumas semanas, mas sobretudo, ficará na memória.
A leveza dos dias, a quase despreocupação ficam guardadas, bem guardadas, com a certeza que no próximo ano lá estarão e nos farão ainda mais felizes.
Obrigada querido Verão!






terça-feira, 5 de setembro de 2017

Mãe de dois #15

Numa conversa sobre consumo...

J. : - Eu gosto muito de comprar coisas mãe, é muito fixe! Tu não gostas?
Eu: - Sim...
J. : - Mas gostas de comprar muitas coisas?
Eu: - Nem por isso.
J. : - A sério???
Eu: - Sim, gosto mesmo é de conhecer lugares novos, viver experiências novas convosco.
J. - Pois...desde que és hippie ficaste assim, não foi?


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

247 de 365 - "Bora lá voltar à escola!"

Se é por efeito "contágio" ou se é por ser uma realidade que também é a minha, não sei? Mas a vontade de escrever sobre o início das aulas está cá e não há volta a dar...

Mas não, não vou escrever sobre produtos ou marcas, nem mesmo das melhores oportunidades de compra de materiais escolares, nada disso, há quem o faça bem melhor que eu...
Vou, sim, "falar" daquilo que esta fase é para mim e que, possivelmente, será para muitos outros.
Setembro é como estrear um caderno novo, vem munido de muita vontade de (re)começos, eu arriscaria a dizer que é o verdadeiro "ano novo" para muitos.
Com a chegada de Setembro, sobretudo para nós pais, dá-se uma quebra abrupta entre a leveza de espírito (que só o Verão nos proporciona) e o duro despertar face a "realidade" que ai vem.
São rios de dinheiro gastos, horas em filas de supermercado e papelarias. São dias que voam e horas contadas para tudo. São trabalhos de casa chatérrimos e muitas birras matinais. São pequeno-almoços de fugida e perdas de paciência no trânsito. Ah! E por falar em perdas, são perdas de material e casacos dia sim, dia sim, enfim... a lista é longa!
Mas com a chegada de Setembro e o início do ano escolar, também surgem muitas outras coisas, nomeadamente sentimentos que nunca se viveram, como o vazio no peito quando deixamos pela primeira vez um filho numa creche ou numa nova escola... 
O medo, a dúvida, o sentimento de culpa, sobretudo quando são pequeninos e ainda não são capazes de nos relatar os seus dias. 
Quantos de nós já não passámos por isto? 
Quantos de nós não demos as costas, na hora da despedida, lavados em lágrimas e o coração despedaçado, sentindo-nos mal, os piores dos piores? 
Quantos de nós não contámos as horas e os minutos para os ir buscar à escola e confirmar se tinham tudo no sítio e se ainda se lembravam de nós?
Quantos de nós não andámos no carrossel das semanas, em que começávamos à segunda-feira com choros inimagináveis que amainavam durante a semana e na segunda seguinte voltavam à carga, como se regressássemos à "casa de partida"?
Quantos de nós precisou de um mimo e um abraço apertado depois de deixar os filhos na escola?
Tantos!
Sim, Setembro também traz isto, mas como em tudo na vida, "por detrás de um arco-íris estará sempre uma chuvinha"...
Não há receitas, nem livro de instruções "nesta coisa" de ser pais, mas (por experiência vivida) sei que ao demonstrarmos aos nossos filhos o quão felizes estamos por eles (mesmo que por dentro estejamos em cacos) e o quanto gostamos da sua escola (mesmo que ainda assim não seja) será, com certeza, meio caminho andado para uma adaptação mais feliz. 
"Your vibe attracts your tribe"

Um feliz ano lectivo para pais, filhos, educadores e todas as pessoas que fazem esta grande instituição, que é a "escola", funcionar...


                            

Faço minhas estas palavras...





domingo, 3 de setembro de 2017

Sete meses avó...

Por muitos dias, meses ou mesmo anos, por toda uma vida que passe, vou sentir a tua falta.

Tenho dias mais fáceis, tenho dias mais difíceis, tenho dias em que a saudade se transforma numa dor aguda que quase não me deixa respirar.
Tenho tantas saudades tuas avó. Sinto falta do teu cheiro, do teu riso, das tuas mãos velhinhas.
Trago na carteira uma foto tua, uma foto linda, a minha preferida, mas desde que partiste não consigo olhá-la. Fecho os olhos e vejo o teu sorriso, oiço a tua voz, mas não consigo olhá-la.
Levo-a comigo para toda a parte, é um pedaço de ti, mas por agora só consigo ver-te no meu pensamento, no meu coração.
Passados sete meses avó, a dor não diminuiu, a saudade aumenta dia para dia e eu continuo aqui,  a desejar que sintas o quanto és importante na minha vida.
Adoro-te querida avózinha.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

244 de 365 - "O peso certo"

Não me recordo de ter tido alguma vez o "peso ideal", a "aparência ideal", o "corpo ideal". Se vivo bem com isso? Não, ainda não...

A dada altura (na casa dos meus vinte e poucos anos) vivi um período de extrema ansiedade e stress, o que me causou uma perda considerável de peso, a mais acentuada de que tenho memória. 
A única vez em que dei por mim "magra" estava tão preocupada com a minha saúde (e ainda bem!)  que nem "gozei o momento".

Sempre tive o peso um pouco acima do considerado "ideal", não muito, mas com a entrada nos "entas" e com a segunda gravidez, a coisa descambou um bocado...
Não seria honesta se dissesse que a questão da aparência me passa ao lado, não, não passa, nem nunca passou! 
Tenho dias em que olho ao espelho e não gosto do que vejo, tenho dias em que custa despir a camisola na praia, mas também tenho dias em que nem sequer penso nisso (poucos, mas tenho!).
A questão que realmente me preocupa, que me frustra mesmo, é a minha incapacidade de me aceitar verdadeiramente, de viver em pleno com aquilo que sou.
Nos dias de hoje, torna-se cada vez mais difícil olhar-nos ao espelho e gostar do que vemos, há sempre algo errado, há sempre qualquer coisa a mais ou a menos.
Somos vítimas de propaganda pró beleza, somos constantemente bombardeados com ideais de perfeição, com tantos estereótipos que nos esquecemos do que realmente importa. 
Há que possuir uma enorme força para assumir que não fazemos parte da "regra".
Há que sentir uma enorme segurança no nosso "Eu" para olhar o corpo (que não mais é do que a nossa verdadeira casa)  e ser capaz de amá-lo e cuidá-lo como ele merece.
Eu (ainda) não tenho essa capacidade e acredito que não será fácil lá chegar, sinto-me numa espécie de limbo. Uns dias deixo vir ao de cima o amor verdadeiro por este meu corpo, tão forte, tão meu amigo, outros dias, dou por mim a cometer erros atrás de erros, a viver um sentimento de culpa desnecessário e tudo parece cair por terra.
Se sou preguiçosa, desleixada? Aos olhos de alguns, sim... 
Se uma boa dieta e exercício físico seriam a solução? Na opinião de muitos, talvez...
Mas para mim, a única certeza é a de querer ter um corpo são, é a de ser capaz de aceitar as minhas imperfeições e todas as marcas que a vida me dá. É aprender a viver em paz comigo, sem me preocupar se tenho um ou dois quilos a mais, é viver sem culpas ou desculpas, é ser livre de ideais preconcebidos.
Quero ser capaz de me reconhecer no espelho, viver de bem comigo e para mim, pensar apenas no meu bem estar e na minha saúde... 

Não foi fácil escrever sobre isto, sinto que levantei uma ponta do véu, mas se tenho de aprender a aceitar-me como sou, nada melhor que colocar a descoberto uma das minhas vulnerabilidades ...

Aconselho a quem, como eu, acredita que somos mais do que a aparência a ver o documentário Embrace (disponível aqui  aqui), vale mesmo a pena!



Capítulo 9 de 12


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

240 de 365 - O outro "lado"

Diz-se por ai que todos temos um lado B (na verdade eu mal conheço o meu lado A) mas se pensar bem nisso, há coisas que só mesmo a existência de um lado B poderá explicar.

Coisas como os rasgos de força e determinação que ainda não conheço e tantas outras que vou descobrindo com o tempo.
Nesse lado vivem os meus maiores antagonismos, vivem a esperança e muitos medos que ainda não senti, vivem as respostas para os meus pedaços mal resolvidos.
Costumo pensar que sou aquilo que vejo reflectido nos outros, sou o que vivo e o caminho que percorro, sou eu, sob o filtro da vida, mas se este meu lado B existe, então reside ai a minha essência, a minha forma mais pura.
Se um dia irei conhecer estes meus dois lados na sua plenitude, não sei? 
Se eles se fundirão num só? Também não.
Resta-me pensar que mais mágico e surpreendente do que descobrir o sentido da Vida é conhecer-nos a nós mesmos.





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

230 de 365 - No meu elemento

Nos dias em que tudo parece de pernas para o ar. 
Nos dias em que só te apetece gritar até perder a voz...

Naqueles dias em que o que resta da tua paciência parece evaporar-se, eis que decides ir até à praia e, como que por magia, tudo passa. 
Tudo se torna mais simples e voltas a acreditar que sim, sim é possível voltar a assentar os pés no chão e continuar...



Espaços lindos que me inspiram...


terça-feira, 15 de agosto de 2017

227 de 365 - Agosto que já vais a meio...

E eu com tão pouca inspiração para escrever.
E eu com tão pouco tempo para olhar para dentro e me virar do avesso...

Agosto vai a meio e são tão poucas as encruzilhadas entre o que se esperou dele e o que realmente se tem.
O mês corre, os dias passam e por mais que tente vivê-los com serenidade, nem sempre é fácil.
Sinto uma culpa imensa por não conseguir fazer mais com e pelos filhos, que torcem constantemente o nariz aos planos furados e às tardes longas de horas mortas. 
As férias vão a mais de metade e já se começam a fazer notar a falta da escola (da parte deles) e da paciência (da minha parte)...
O calor deste querido mês não ajuda, assim como os magotes de gente pelas ruas. Filas por todos os lados, nas estradas, nos supermercados, nas esplanadas e até para chegar à praia. 
Os planos voltam a redefinir-se, por instantes quero acreditar que depois da azáfama de Agosto faremos mais e melhor... Mas não, Setembro traz sempre a sensação do final de época, do regresso às rotinas e trabalho, muito trabalho e toda uma sensação de que poderia ter sido diferente, como eu gostaria que fosse diferente...


Mãe de dois #14

Num jogo de perguntas e respostas...
...
Qual o teu lugar favorito?
G. : - A minha mente.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

219 de 365 - Sobrevivi

Quando o medo de não conseguir te consome.
Quando o tempo parece escapar por entre os dedos e o abismo parece estar no teu próximo passo...

Eis que surge, sem saber de onde, uma força que te faz abrandar o medo.
Paras, respiras e bebes a última gota de pensamento positivo que ainda te resta.
Acreditar em ti e no que vales, parece tão distante, mas quando olhas para trás sabes que sim, sabes que irás ser capaz, tens provas dadas que já o fizeste.

Sobrevivi a estes últimos dias, a ferro e fogo, envolta no receio do fracasso. 
Vi-me tantas, mas tantas vezes num carrossel de emoções, umas mais duras que outras, mas no meio de isto tudo sobrevivi. E, mais importante do que ter sobrevivido, foi ter acreditado que sim, que sou capaz, sou capaz de não baixar os braços e que a bem ou a mal, tudo passa...


Faço minhas estas palavras...


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Julho

Julho... o mês mais quente, os dias mais compridos, sinónimo de Verão.

Julho foi um mês de tantos altos e baixos! Foram dias vividos entre muito trabalho, de horas que passaram sem dar conta e momentos em que pude saborear o prazer de viver devagar. 
Dias felizes que se fundiram com os menos bons.
Dias de um mês como tantos outros, em que a vida nos abre tantas janelas, mas teima em nos ensinar com tantos beliscões.
Obrigada querido mês de Julho, pelo bom e menos bom, obrigada pelos finais de tarde que só tu me sabes dar... 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Receita para o fim de semana...

As bolinhas energéticas estão muito em voga nos nossos dias, mas para mim são apenas um modo delicioso de petiscar algo doce "sem culpa".

Vi-as pela primeira vez no Instagram (há tanto tempo que já não me lembro em qual...) e achei-lhes, desde logo, imensa piada. 
Desde ai, fiquei sempre com imensa vontade de experimentar. 
O tempo foi passando e, há alguns meses, resolvi investigar mais sobre estas "bombinhas de energia".

Experimentei várias receitas, inclusive esta que correu bastante bem e a qual me serviu de inspiração para criar a minha própria receita.
Para quem tiver vontade de provar este docinho (que quando comido com moderação em nada pesa na consciência e na balança) fica a receita:

Para as fazer:
30 tâmaras sem caroço
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de manteiga de amendoim (receita aqui)
1 mão cheia de amendoim sem pele (triturado)
1 colher de sopa de amêndoa com pele (triturada)
1 colher de sopa de bagas de Goji 
1 colher de sopa de sementes de Chia
Coco ralado q.b. para envolver as bolinhas

Como fazer:
Comecei por triturar o amendoim e a amêndoa e reservei.
Coloquei as tâmaras e os restantes ingredientes no processador e triturei tudo até obter uma pasta homogénea.
Verti a mistura numa taça e juntei-lhe a amêndoa e o amendoim,  envolvi tudo muito bem e levei ao frigorífico por 1 hora (mais coisa, menos coisa).
Moldei então as bolinhas e envolvi-as no coco ralado.
Coloquei-as numa caixinha com tampa e guardei no frigorífico.

São deliciosas e perfeitas para aqueles momentos em que o "Bichinho da gula" (disfarçado de fome) ataca!



Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Comer bem faz bem...

Ir a uma livraria implica dar, obrigatoriamente, uma vista de olhos pela secção de livros de cozinha...

Desta vez, foi uma espécie de paixão à primeira vista. 
A capa chamou-me, desde logo, a atenção e ao desfolhá-lo rendi-me à simplicidade e originalidade das receitas.
Um livro com imensas opções para confeccionar "Bowls", que são, nada mais, nada menos do que refeições práticas e rápidas de fazer, apresentadas em taças individuais.
Receitas essencialmente compostas por poucos ingredientes (uns mais acessíveis que outros), mas muito nutritivas e equilibradas.
Uma tendência um pouco "fora da caixa" que me atrai muito, não só pela sua simplicidade mas sobretudo por me permitir dar azo à imaginação...


quarta-feira, 12 de julho de 2017

O melhor da vida - Acabar o dia na praia...

Praia rima com serenidade, rima com coração feliz 
e um sentimento de gratidão tão imenso.

Gosto tanto do que a vida me dá, sobretudo destes dias na praia, dias em que vamos tarde e ficamos até ao sol se pôr.
Dias em que o jantar se improvisa dentro de uma geleira, o guarda-sol dá lugar aos raios quentes e dourados do final da tarde.
Dias onde se brinca até não poder mais.

Terminar os dias assim são felicidade plena, são momentos únicos que quero guardar na nossa colecção de coisas boas. 
Finais de dia que se prolongam, que são passados sem pressa e sem rotinas. 

 
É a minha vida pintada de azul.