sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mãe de dois #13

Hora de almoço, tudo a postos para ir para a mesa...

J: -Mãeeeee!
Eu: - Diz?
J: - Não fizeste refrigerantes naturais hoje?
Eu: - Não, hoje não...
J: - E também não há refrigerantes desnaturais?

...

Um chá gelado para dias de muito calor!

Não será novidade, eu sei! Assim como, sei que devem haver outras bem mais deliciosas ou requintadas, mas esta é a minha receita, simples e rápida de fazer.

O que preciso:

1 litro de água 
1 saqueta de chá preto.
Casca de limão a gosto.
Para aromatizar o chá, costumo juntar lascas de gengibre fresco e 2 pauzinhos de canela ou um punhado de folhas de hortelã e frutos vermelhos.

Como o faço: 
Num jarro de vidro coloco a saqueta do chá, casca de limão e alguns dos outros ingredientes para aromatizar.
Levo a água ao lume e assim que começa a ferver despejo-a no jarro. 
Tapo por uns minutos e de seguida retiro a saqueta do chá.
Depois de frio, passo pelo coador e levo ao frigorífico para refrescar. 
Esta minha receita não é doce, pois bebo o chá e o café sem açúcar, mas para quem gosta de doce, pode sempre juntar mel, açúcar, stevia ou outro adoçante natural... 
Na hora de beber o chá, nada como adicionar umas rodelas de limão e uns cubos de gelo... 
Tão refrescante!




Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 29 de junho de 2017

179 de 365 - "Tanta coisa e não tenho nada para vestir!"

Nunca fui viciada em compras, sobretudo no que se refere ao vestuário. 
Cada vez mais, considero o "vestir" apenas  uma necessidade básica, mas estaria a mentir se dissesse que não ligo patavina à aparência ou que seria capaz de vestir a primeira coisa que me aparecesse à frente...

Uma das coisas que, a pouco e pouco, me vai desprendendo de tudo isto é o modo como comecei a encarar o consumo, a facilidade com que somos levados a adquirir coisas, coisas essas que muitas das vezes nem nos fazem falta.
Aprendi, por experiência própria, que ao assumirmos uma vida mais simples, mais descomplicada "o menos tornar-se mais" e não é por ter uma camisola ou um par de sapatos novos que me fará mais ou menos feliz.

Por fim, e não menos importante, é aquilo sobre o que quero escrever hoje, o chamado "fast fashion".
Este é um conceito cada vez mais presente nos nossos dias e está a conduzir o mundo da moda (ou vice-versa) por caminhos muito complexos e desumanos.
Desde que vi o documentário "The true cost" e li sobre todo este flagelo, nunca mais fui a mesma.

Quando entro numa loja, principalmente nas grandes cadeias de moda "acessível", a primeira coisa que me vem à cabeça são imagens como o trágico acidente no Rana Plaza no Bangladesh (onde morreram mais de 1100 pessoas). Não esqueço as lágrimas daquelas mulheres e meninas que trabalham 12 a 16 horas por dia (apenas com uma porção de arroz diária no estômago e uns míseros 30 a 60 dolares ao mês). Não consigo apagar da minha mente a imagem dos bebés que dormem no chão junto aos pés das suas mães, enquanto estas cosem as t-shirts giras e tão em conta que todos nós adoramos ter, só porque sim...
Sinto-me cada vez mais preocupada com estas situações, já para não falar do desgaste e destruição ambiental que esta produção desenfreada causa!
Nos dias que correm, somos levados a substituir sistematicamente os nossos bens, já não os consertamos ou reutilizamos, limita-mo-nos a deitá-los fora e a adquirir novos. 
Estes pequenos gestos, que nos parecem tão banais, causam danos irreparáveis ao nosso planeta.  

No nosso país são poucas ou quase nenhumas as lojas que vendem produtos de acordo com os critérios de um comercio justo e sustentável (a preços mais ou menos acessíveis) o que é de lamentar, pois assim é mais difícil escapar aos grandes "monstros" da "fast fashion" e outros.
Sei que, por enquanto, não conseguirei fugir a isto, pois a oferta de produtos alternativos torna-se um pouco inacessível para mim. O custo dos portes por vezes é mais elevado do que a própria peça e para uma mãe de dois filhos com orçamento limitado, nem sempre é fácil. 
Contudo, acho que o facto de estar desperta para esta questão, abre-me novos horizontes, faz-me pensar duas vezes antes de comprar uma peça.

Felizmente existem por esse mundo fora algumas pessoas preocupadas com estas questões e sobretudo preocupadas em divulgá-las.
As grandes marcas, até à data, têm fugido às responsabilidades e só visam lucros, mas acredito que com a sensibilização para questões tão desumanas e pertinentes algo poderá ser feito.
No entanto, não acredito nos boicotes às marcas, a questão não se resolve por ai, mas divulgar e fazer pressão para que se tomem atitudes, se façam mudanças de políticas e princípios, fará com certeza toda a diferença.

Assim como, se todos nós tivermos conscientes de que ter mais coisas não faz de nós melhores ou piores, e que tudo parte de um principio, aquilo que procuramos está em nós e não naquilo que compramos, o nosso legado será, com certeza,  "um futuro melhor".





quarta-feira, 28 de junho de 2017

Lemos?


Os livros sempre fizeram parte das nossas prateleiras, dos nossos dias, das nossas vidas. Em casa dos meus pais sempre se leram livros, sempre se compraram livros, sempre foi um hábito ir procurar nos livros a resposta para tantas coisas...

Hoje em dia, cá em casa, não é tanto assim, as enciclopédias foram substituídas pela Internet, as colecções de livros sobre Animais e Vida selvagem pelos programas e séries de tv e as pilhas de livros que entravam em casa dos meus pais em nada se comparam aos dois ou três livros que compro por semestre...
Apesar desta enorme lacuna que se formou, entre aquilo que "foi" e aquilo que "é", continuo a gostar de ler, continuo a amar as palavras e ao que elas me levam. 
Não troco a visita a uma livraria pela entrada numa loja de roupa, não prefiro o filme ao romance, nem o melhor perfume ao cheiro de um livro novinho em folha, mas sei que poderia ler mais, poderia esforçar-me mais. 
Tento ler todos os dias, mais que não seja uma página, só porque sim, só porque quero, e isso tê-me dado frutos, muitos frutos.
Além daquilo que aprendo, daquilo que sonho, daquilo que vivo, o facto de fazer da leitura um hábito contagia de certo modo os meus filhos.

O mais novo entrou este ano no primeiro ano e ao perceber o poder que a leitura lhe confere descobriu todo um mundo novo. Anda fascinado com esta sua nova capacidade, lê tudo, ou quase tudo, lê o que escrevemos, o que aparece na tv, na rua, nas lojas, mas lê sobretudo os livros que tem no quarto, sim, aqueles que estiveram por ali esquecidos.
O mais velho sempre gostou que lhe lessem histórias, lemos juntos "O Principezinho" e foi das coisas mais extraordinárias que já fizemos até hoje. 
Apesar de gostar de livros, apesar da sua tremenda curiosidade em saber, a preguiça de pré-adolescente apoderou-se e há muito que não pegava num livro. 
Há uns dias, deu-se um click  e, sem eu dar por isso, começou a ler. Já vai no segundo livro (e dos grandes como ele próprio diz) e acho que nestas férias a coisa promete.
Enche-me o coração vê-los (ver-nos) envolvidos pelo poder da leitura, faz-nos tão bem, dá-nos tanto!

Este ano, apenas estabeleci um objectivo a alcançar, ler pelo menos um livro por mês. Sem grande stress vou indo (ou melhor, vou lendo) prefiro não pensar muito, é deixar fluir... 



terça-feira, 27 de junho de 2017

Sete

O dia de ontem foi tão, mas tão intenso que não houve tempo para quase nada!
O membro mais novo da família, o nosso querido G., fez sete anos.
S-E-T-E!!! Sei que soa a cliché, mas  "parece que foi ontem que nasceu"...
O que me vale é que continua a ser um "bebé grande", sim vale mesmo por isso e não tenho vergonha de o afirmar, não tenho pressa nenhuma que cresçam, apesar de saber que é inevitável e que o meu papel é contribuir para que o façam...no fundo, não tenho pressa.
Está crescido sim, eu sei, mas aos meus olhos continua a ser o meu "bebé grande".

Ontem fez anos e o dia quis-se muito especial, um dia para ficar na memória, para ficar no coração.
Começou pelo tradicional acordar com um cantar de parabéns (pela voz esganiçada da mãe) e de um bolo de panquecas com fruta.
De seguida rumamos ao sítio escolhido por ele para passar o seu dia de aniversário, o Zoomarine. 


Foi a sua estreia e devo dizer que não foi nada mau, passámos lá o dia inteiro, coisa que também foi uma estreia para nós. 
Levámos farnel, fatos de banho e kilos de protector solar (sim, porque aquele sítio é de torrar agora no Verão). 
Vimos os espectáculos todos, mas os favoritos foram, sem dúvida, o dos golfinhos e o show de acrobacias "A Baía dos piratas", adorámos!!! 
Ao final da tarde os miúdos continuavam eufóricos, o G. só me dizia: "- Estou a adorar mãe!" e nós pais, de coração cheio.
No regresso, adormeceu ao fim de uns minutos no carro, o mais velho lutou contra o sono, mas a sua cara acusava mais exaustão do que outra coisa.

À noite, ainda houve tempo para cantar os parabéns com a família mais próxima, partilhar beijinhos e receber umas lembranças...
Caiu à cama e já só acordou hoje de manhã, o sorriso de orelha a orelha continua lá, embora agora um sorriso com sete anos. 













Parabéns meu amor!





segunda-feira, 26 de junho de 2017

Faço minhas estas palavras...

"À noite na estrada vamos vendo à medida que os faróis iluminam a estrada quando guiamos, e a vida é mesmo assim, baseada na confiança de que estamos no caminho certo, vamos guiando e o caminho vai-se iluminando."

Marta Davies Mertens

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Este Blog é meu!

Ah, pois é! Meu e só meu, mas não é sobre ele que escrevo hoje...
"Este Blog é meu!" foi o nome escolhido para o mais recente workshop da Rosa Chock,  no qual tive o prazer de participar.
A blogger Margarida Vargues (para quem nunca ouviu falar é, nem mais nem menos, o rosto do tão querido "Pano pra mangas") foi quem pôs mãos à obra e partilhou algumas dicas e estratégias a utilizar quando queremos escrever um blog.
Na minha opinião, a Margarida possui o bichinho do "Comunicar", é uma pessoa muito acessível e é sempre muito prazeroso ouvi-la. Sabe do que fala, tem um trato imparcial sobre as questões e mostra-se muito receptiva a opiniões e dúvidas.
Numa linguagem simples e muito objectiva deu-nos algumas ferramentas básicas para quem quer dar os primeiros passos neste mundo dos Blogs ou para quem já os dá, mas deseja torná-los mais firmes e consistentes. Explicou como tirar partido das redes sociais assim como, dos aspectos a ter em conta para tornar o blog mais apelativo.
Falou também na importância da originalidade, da criatividade e sobretudo da paixão, pois com paixão tudo se consegue e tudo se torna muito mais especial...
Penso que todas nós saímos de lá com o desejo de ter continuado "à conversa" e com a esperança de que outras oportunidades, como esta, possam surgir, é que  isto dos Blogs dá "pano p'ra mangas", não é verdade Margarida?
Resta-me agradecer à Inês e à Margarida pela promoção deste evento, à minha "sis" que me acompanhou e partilhou comigo algo que nos diz tanto às duas, e por fim às outras participantes que adorei conhecer e irão, com certeza, dar que falar...
Venham mais momentos como este! 
Numa palavra: Adorei!




Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Não, não sou um blog de culinária!

Não, não sou um blog de culinária! 
Nem sequer penso ser, mas se há coisa que gosto é de partilhar.
Gosto de partilhar afectos,  de partilhar palavras,  experiências e tudo o que de bom me possa ocorrer.
Gosto de partilhar as receitas que invento ou que vou encontrando por ai.
Esta salada foi o almoço de hoje, uma salada feita em três tempos, super fácil e deliciosa!

O que leva?
Alface, tomate cherry, pepino, beterraba e cenoura cruas e queijo fresco.
O tempero?
Sal, azeite, vinagre balsâmico e um fiozinho de mel.
O topping? 
Nozes, sementes de sésamo e oregãos.

E para acompanhar?
Um sumo de beterraba com maçã, cenoura, gengibre e cardamomo... 
Tão bom! 


quarta-feira, 21 de junho de 2017

172 de 365 - Quando a dor custa a ir embora...

Estes dias têm sido difíceis. Como eu, milhares de portugueses sentem uma tristeza enorme pela tragédia que nos assolou este fim de semana.
Uma tristeza que não se explica, um misto de dor e de revolta, de compaixão, de fúria.
Enquanto penso o quão efémera é a vida, enquanto dou graças pelo aqui e agora, sinto uma angústia enorme, um vai vem de tristeza que me tolda a felicidade. 
Acho que nos próximos dias será assim, pois a nuvem de fumo daquele inferno não só tomou conta dos céus, como assombrou o coração de todos nós. 
Quando penso no medo, na dor, quando penso nos últimos momentos, sinto um frio cortante, sinto-me triste, desolada.
Quero acreditar que muitos deram as mãos, muitos abraçaram os seus, muitos pensaram que o Céu estaria do outro lado, um Céu apaziguador, um Céu merecido. 
Quero acreditar que foi rápido, que depois de tudo aquilo houve silêncio, houve paz.
A natureza é soberana, ela é Mãe e por mais culpados que procuremos no meio de tudo isto, não foi ela...


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Experiências para o fim de semana... Rolos de canela com cobertura

Uma receita que experimentei há algum tempo e funcionou tão bem que quero partilhar aqui...
É simples e muito fácil de fazer e, apesar de ser um "doce pecado", é perfeita para um lanche especial, um piquenique ou para a festa de aniversário dos miúdos. 


Ingredientes:
1 chávena de leite quente, mas não muito.
1/4 chávena de manteiga derretida.
5 colheres de sopa de açúcar granulado.
2 e 1/2 colheres de sopa de fermento de padeiro seco.
1 ovo grande ligeiramente batido.
3 e 1/2 chávenas de farinha de trigo.
1/4 colher de chá de sal fino
   Para o recheio: 
1/2 chávena de açúcar mascavado.
2 colheres de sopa de canela em pó.
2 colheres de sopa de manteiga derretida.
   Para a cobertura (opcional):
110 gramas de queijo creme à temperatura ambiente
2 colheres de sopa de manteiga derretida.
2 colheres de sopa de leite .
1 colher de chá de extrato de baunilha.
1 chávena de açúcar em pó.

Preparação da massa:
Numa taça, juntar o leite, a manteiga derretida, o açúcar e o fermento seco. Misturar e deixar repousar por 10m.
Juntar o ovo, seguido da farinha e o sal. Envolver bem até formar uma massa uniforme.
Colocar a massa sobre uma bancada polvilhada de farinha e amassar ligeiramente. Formar uma bola com a massa, colocar numa tigela e deixar descansar durante 30m, tapada com um pano.
Passado esse tempo, socar uma vez no centro da massa, de modo a criar uma cova, voltar a tapar com o pano e deixar repousar mais 30m.
Estender a massa na bancada polvilhada com a ajuda de um rolo. até atingir uma espessura de aprox. 0,5cm.
Para rechear, pincelar a massa com a manteiga derretida, polvilhar com o açúcar mascavado e a canela.
Enrolar a massa de modo a criar um rolo comprido e cortar às fatias com 3cm de espessura.
Colocar os rolos num tabuleiro de ir ao forno, com a espiral de recheio para cima. Cobrir o tabuleiro com película transparente e deixar repousar mais 30m.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 25m ou até estarem dourados.

Preparação da cobertura:
Numa taça.juntar os ingredientes para a cobertura. Bater com a ajuda de uma batedeira electrica até tomarem uma consistência cremosa.
Cobrir os rolos já cozinhados com esta cobertura.

Podem encontrar a receita original aqui: https://cafedelites.com/2016/12/20/quick-soft-cinnamon-rolls/

Espaços lindos que me inspiram...



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ideais para as férias precisam-se!

Já aqui escrevi sobre o drama das férias de Verão dos miúdos.
Inventar coisas para os entreter não é tarefa fácil, pois além de ser complicado gerir o tempo quando se trabalha em casa, os "malandros" nem sempre alinham nas minhas propostas.
O mais velho, está numa onda de contradição, tudo é uma grande "seca" e sair com os pais causa-lhe alguma comichão (obrigada querida adolescência, fico a dever-te mais uma!).
O mais novo, anda completamente fascinado com a TV e quanto mais palerma for o programa, melhor! 
Sair de casa não é com eles e para o fazer, temos de passar por birras, stress, mais birras, respostas tortas e tantos revirar de olhos que me deixam agoniada!
Tenho pesquisado sobre possíveis actividades para fazer no Verão com os miúdos, mas quanto mais procuro, mais confusa fico!
Por essa internet fora há todo um mundo de possibilidades, umas mais giras que outras, mas que as há, há!
Tento pensar em coisas simples, de preferência que possamos fazer a três (já que serei eu quem irá estar mais tempo com eles), coisas que puxem pela criatividade, aproveitando ao máximo os recursos  e, já agora, actividades pouco dispendiosas (dá sempre jeito poupar uns trocos).
Para simplificar, inspirei-me numa ideia que vi algures. Vou propor-lhes fazermos um jogo, que consiste em responderem a 5 pontos:
Com isto, vou sondar interesses de modo a ir ao encontro dos gostos de cada um deles.
A ver como corre...



terça-feira, 13 de junho de 2017

164 de 365 - Hoje farias anos...

Hoje farias anos, mais um, nos muitos que viveste, tão corajosa e cheia de amor para dar...
Sempre disseste que tinhas nascido no dia de Santo António, mas o teu registo de nascimento dizia que não, marcava o 13 de Julho como o teu dia.
Já quase no fim da vida descobriste que sim, que tinhas mesmo nascido no dia de Santo António e que a tua irmã (que todos julgávamos ser mais nova) era, nem mais, nem menos, a tua irmã gémea.Uma história digna de filme, eu sei!
Foste uma pessoa extraordinária, fruto de uma vida tão dura, uma vida que te roubou, logo à nascença, parte da tua identidade. 
Quis o Universo que assim fosse, que caminhasses por um percurso sinuoso e difícil, e tu fizeste-o, sempre cheia de força e determinação.
Como eu me orgulho disso, como eu me orgulho da pessoa que foste. Dou graças por ter sido escolhida para ser tua neta e guardarei para sempre, no meu coração, tantas coisas boas, tantas recordações felizes que vivemos juntas. 
Hoje farias anos, mais um, nos muitos que viveste, tão linda, tão minha amiga.
Parabéns avozinha, hoje é o teu dia, Dia de Santo António...


segunda-feira, 12 de junho de 2017

O melhor da vida - O primeiro dia de praia (à séria)

Quando digo à séria, é à séria mesmo!... Com direito a farnel, guarda-sol (sempre) e quilos de vontade de aproveitar!
Ontem fomos fazer praia "à séria".
Como sempre, levámos apenas o indispensável (se em casa tento ser o mais prática possível, não será uma ida à praia que me fará complicar). Um guarda-sol , comprado pelo caminho (o antigo já teve melhores dias), muita fruta, água fresca, umas sandes e o nosso tão amigo protector solar (factor 50). O sol não está pelo ajustes e apesar de gostar muito do Verão, não brinco quanto aos cuidados a ter, sobretudo com os miúdos.
A praia, ao contrário do que imaginara, não tinha muita gente, o mar deixou-me extasiada de lindo e azul que estava e a temperatura do dia, mais que perfeita!
Foi um dia fantástico, tão bom que me esqueci de tirar umas fotos para registar o momento (só demonstra o tão conectada que estava com o "aqui e o agora")...
Dei o meu primeiro banho de mar deste ano, Saltei nas ondas, apanhei sol, ri-me e fui feliz, naquele bocadinho tão nosso, tão simples.
A praia tem este efeito, felicidade genuína.







Faço minhas estas palavras...

"... o nosso caminho passa mais por parar para poder avançar 
e por reduzir para poder crescer."

Maria Cordoeiro in "Viver devagar"

domingo, 11 de junho de 2017

162 de 365 - Uma amiga assim...

Uma amiga assim... De sempre, para sempre.
Uma amiga que a distância não separou e que sabes que continua lá, para o bem e para o mal.
Que não te apara as quedas, mas é a primeira a dar-te a mão para que te levantes.
Que te acompanha, que acredita e te conhece tão bem.
Capaz de ler nas entrelinhas, sem julgar ou apontar.
Que te respeita mesmo quando não compreende as tuas escolhas, as tuas fraquezas, mesmo aquelas que poderiam abalar o vosso chão.
É o reflexo em dobro daquilo que lhe dás.
Uma amiga assim... 
Uma amiga que cresceu comigo e se tornou num ser maior, forte e determinado.
Quis a vida mudar-lhe o rumo, trazendo-lhe uma nova luz, uma nova família, abrindo-lhe uma janela para a felicidade que tanto procurava. 
A distância que nos irá separar será bem maior, as ausências serão cada vez mais prolongadas, mas o sentimento continuará o mesmo, inabalável e indescritível, como sempre foi...
Uma amiga assim... De sempre, para sempre.


sábado, 10 de junho de 2017

As férias dos miúdos estão ao virar da esquina e eu sem saber para que lado me virar...

Queixo-me do sistema de ensino, da carga horária, do peso das mochilas, já para não falar dos tpc´s, provas e exames. 
Queixo-me e irei queixar-me sempre enquanto as coisas não mudarem, no entanto, quando as férias de Verão se aproximam começo a fazer contas à vida... 
São quase três meses em que tenho de gerir trabalho (em casa) e filhos a tempo inteiro e confesso que nestas alturas fico sempre um bocado apreensiva. Tem sido assim nos últimos três anos e este não será excepção...
Inscrevê-los em actividades de tempos livres é sempre uma opção, contudo, aqui pelos meus lados a oferta é muito limitada, algumas são muito fraquinhas, outras de curtíssima duração e as que sim valem a pena, custam fortunas!
À falta de recursos, terei de desdobrar-me em duas (como tantas outras mães e pais fazem), terei de dar largas à imaginação e o corpo ao manifesto, inventar coisas para fazer e sítios onde ir ...
Fácil não vai ser, com certeza, pois além das poucas coisas que a nossa terra nos oferece (além de praia, muito calor e gente por todo o lado) ter dois miúdos com idades e interesses tão diferentes não me dá grande espaço de manobra... 
Manter o foco é a palavra de ordem, não posso desanimar pois tenho apenas duas semanas para criar um plano de acção! 
Desejem-me sorte!!!


Mãe de dois #12

Enquanto jogam ao Monopólio...
O mais novo faz birras enormes e tem um mau perder que não lembra a ninguém.
O mais velho, super paciente, faz de tudo para que o jogo continue sem percalços.
De repente, vira-se para mim com o ar mais amoroso do mundo e diz:
J. : - Mãe! Eu estou orgulhoso de mim próprio.
Eu: - Sim, porquê?
J.: - Porque ao contrário de muitos irmãos, primos e outros familiares, eu não minto aos mais novos para ganhar e sigo as regras do jogo como deve ser...
E pronto... derreti! ♥


sexta-feira, 9 de junho de 2017

O melhor da vida... Saltar na cama!

Quem não gostava, em pequenino, de saltar na cama?
Quem não gostaria de poder fazê-lo ainda hoje?
Toda a minha infância ouvi os meus pais e avós dizer: "-Não saltem na cama!,"-Cuidado podem cairrrrr!", "- Ai que racham a cabeça!" e a  mais repetida e menos compreendida "- A cama não é para saltar".
Frases como estas foram repetidas, em minha casa, vezes sem conta (mais para os meus irmãos, pois eu nunca fui muito de grandes aventuras...). 
Hoje não salto, mas há quem salte e com um prazer tão grande que contagia.
O meu filho mais novo adora saltar na cama, dá saltos tão altos que parece voar. O meu coração, esse também ele parece querer saltar do peito,  mas não consigo dizer para parar... Adoro vê-lo tão feliz, tão despreocupado. Enquanto salta canta, ri, fala sozinho e imagina-se a viver aventuras mirabolantes...
Sei que as camas não são para saltar, sei também que é uma brincadeira perigosa, sei a lição de cor e salteado mas é mais forte que eu.
Para minimizar os danos, optei por retirar uma das camas do quarto,  deixei ficar apenas o colchão no chão para os saltos e, como ambos gostam de dormir juntos, ficou a do mais velho para esse fim.
Cumplicidades de irmãos que não se explicam, sentem-se, e enquanto assim o quiserem pois, que seja...


Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tão, mas tão fácil de fazer...

Quer dizer... A parte do descascar é um bocado aborrecida, mas se tiverem alguém que ajude, melhor!
Mas vamos lá! Fazer manteiga de amendoim não tem muita ciência e se eu consigo, vocês também!
A receita "roubei-a" do livro da Maria Cordoeiro, que aproveito para dizer que é fantástico (mas logo escreverei sobre ele, agora vamos à manteiga).
Os ingredientes: 400g amendoins torrados e descascados (para quem gosta da manteiga com um toque de sal, um pouco de sal fino).
O truque, triturá-los num processador de alimentos até formarem uma pasta. O processo demora alguns minutos, mas o resultado é divino...
A minha já cá está, vou utilizá-la com frequência e o melhor de tudo é que é natural, não tem aditivos nenhuns e foi feita por mim...
Atreves-te a experimentar? 


Boas energias...

Acordar cedo, respirar fundo, receber mensagens lindas logo pela manhã e (desejar com muita força) fazer deste dia um dia espectacular!
Bom dia alegria!


quarta-feira, 7 de junho de 2017

E a ti o que te move?...

O tamanho e dificuldade dos obstáculos corresponde ao modo como os vemos no momento. 
O que para uns é "canja", para ti pode ser a beira de um abismo.
O que ontem te pareceu um monstro, hoje levas "com uma perna às costas"...
O que te custará mais? O tropeção que poderás dar, ou viver na incerteza se serias, ou não, capaz de dar o salto?
Se o que te move é o medo, então deixa-te ficar.
Se que te move é a vontade de superar, então vai!
Das duas uma, ou ficas ou vais, mas uma coisa é certa, a dor dos "ses" é bem maior que qualquer erro que possas cometer.


Faço minhas estas palavras...


terça-feira, 6 de junho de 2017

157 de 365 - Há um ano atrás escrevia assim...

"A vida ensina-nos tanto e eu como boa aluna que tento ser, faço a lição todos os dias.
Com erros, com tropeções e com muitas energias, boas e menos boas, vou escrevendo a minha própria história. 
Inspirada naquilo em que acredito, agarrada ao amor que me acompanha, vou dando passos pequeninos, por vezes dois para trás e apenas um para a frente, mas não importa, o caminho é para seguir. 
Lamento não ter descoberto antes o poder que me cabe, mas talvez só agora, no alto dos meus quarenta, tenha a maturidade suficiente para me atirar sem medos, talvez só agora consiga ver aquilo que realmente sou, aquilo que realmente vale a pena..
Sinto-me livre, com o coração cheio e vou fazer deste dia um dia feliz...
Bom dia para ti também ♥"



segunda-feira, 5 de junho de 2017

domingo, 4 de junho de 2017

Que palavras se podem escrever sobre o que está a passar no nosso mundo...

Dia após dia, os ataques terroristas são mais frequentes, mais cobardes e colocam em causa uma série de coisas, sobretudo  a nossa perspectiva em relação ao futuro.
Que Mundo é este em que vivemos? 
Não consigo entender esta onda de terror, o que leva a tanto ódio e tanto desprezo pela vida humana.
Compreendo que as motivações poderão ter algum fundamento, nomeadamente o abuso de poder das grandes potencias, as riquezas mal distribuídas, a xenofobia, o arrastar da questão Palestina/Israel, etc, etc...
Mas nada, nada pode justificar tais atrocidades, nada poderá ser razão para matar indiscriminadamente, seja onde e quem for.
"Loucos" sempre existiram e hão-de existir. a história da Humanidade fala por si. 
Massacres, atentados, genocídio,  crimes de guerra, tudo o que possamos imaginar. Contudo, a questão que mais me preocupa é a atitude dos governantes, que parecem mais preocupados em acertar o passo "nesta dança", em fazer bonito, ao invés     de procurar colocar um BASTA nisto tudo...
Preocupa-me a postura indiferente das massas, a ignorância que muitas vezes é tão, ou mais, perigosa que a violência.
Infelizmente, a cada dia que passa, as pessoas estão mais centradas em si mesmas, fechadas nas suas redes, preocupadas apenas, e só, com os seus pequenos mundos. Os olhos vendam-se e o que se passa com os outros não lhes diz respeito. "Olhos que não vêem coração que não sente".
Mas de repente, o mundo sofre abanões, choram-se as mortes inocentes, "Je suis qualquer coisa" e no dia seguinte a vida continua...
Fica-se em choque quando acontece, sobretudo na Europa ou noutros países ocidentais, compreendo que seja pelo factor proximidade, mas este tipo de atrocidades acontece quase diariamente, por esse mundo fora,  quer no mundo árabe, quer em países africanos, sul asiáticos, etc... E em todos estes lugares, morrem inocentes, vítimas de um ódio sem rosto, um ódio cobarde e sem piedade. 
Estou em choque. Estou, mais uma vez, desiludida com o Homem.
Pergunto-me que futuro será o nosso? Quando é que isto irá acabar? Haverá um fim?
Encontra-mo-nos num ponto de viragem, num mundo diferente, tão mau, tão negro, tão assustador. 
Que mundo terão os nossos filhos?  



sexta-feira, 2 de junho de 2017

E quando o teu filho chega da escola com uma "bolinha vermelha"?

Mais uma para a colecção destes últimos dias...
Um aluno exemplar, segundo a professora e que, de há uns tempos para cá, "descarrilou".
A primeira reacção: 
"- Então G.? Outra vez!!! Hoje não há TV! Já não te tinha dito para te portares bem na aula?"
Depois de arrefecer... Um remorso enorme pela minha explosão. Triste e um pouco envergonhada pela minha atitude, resta-me remediar a coisa e dar-lhe aquilo que ele mais precisa, atenção e ouvir o que tem para me dizer.
Sentada junto a  ele, tento sacar (quase a ferros) o que se tinha passado. O que teria levado à bendita bolinha vermelha?
As respostas foram vagas e entredentes:
"- O meu cérebro estava muito excitado e zangado e obrigou-me a levantar muitas vezes da cadeira mãe..."
Ok, muito bem, mas não chega, tenho de tentar ir mais fundo, pois com este meu filho mais novo as coisas ficam muito à superficie... Mas como?
Propus que fizesse um desenho sobre como se sentia, concordou de imediato e lá fez... 
O suposto cérebro aborrecido e zangado, estava farto de esperar que a professora viesse ao pé dele explicar-lhe as coisas. Estava cansado e saturado de fazer "coisas" de matemática...Ele até se portou bem de manhã, mas agora à tarde já estava farto!
 O mesmo cérebro que ele não consegue controlar e lhe manda "portar mal"... 
"- Eu até sou um bom menino mãe, mas o meu cérebro às vezes quer que eu faça disparates!".
Ai amor da minha vida, como eu te percebo, mas não nos podemos deixar levar, temos de aprender a controlar um bocadinho as emoções e a agir com calma, saber esperar é uma virtude, tão boa mas às vezes tão difícil de alcançar! 



A saga do Macramé continua...

Viciada em fazer nós, anseio pelos pedacinhos de tempo livre para pegar no meu cordel e dar as mãos ao manifesto.
Fico em êxtase cada vez que me deixo absorver nesses momentos,  só meus, em que me vejo envolta naquele emaranhado de fios e aos poucos lhes faço ganhar forma.
A meio do processo deixo de pensar, deixo de projectar, apenas mexo as mãos e deixo-me conduzir, como que se de uma dança se tratasse.
É fantástico, uma forma excelente de desacelerar, além de que, por vezes, ainda levo o bónus de ficar feliz com o resultado!
Monto e desmonto, dou nós e laçadas, desmancho mil e uma vezes e não me canso, não me canso, assim como não me canso de dizer que adoro... 



Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 1 de junho de 2017

152 de 365 - E se no Dia da criança...

Lhes desse a oportunidade de quebrar as regras?
E se... fugíssemos um pouco da rotina?
E se... nos baldássemos às aulas e fossemos brincar para a praia? 
Ser, apenas e só, crianças e brincar, brincar, brincar até não querer mais!
Era bom não era?
Era? Não! Foi!
Nada de prendas neste dia, antes disso... "bora lá criar memórias"!
O suposto era deixá-los dormir até mais tarde e surpreende-los com um dia de gazeta, mas infelizmente o mais velho tinha a apresentação de um trabalho, logo na primeira aula, dai ter que boicotar o plano A e passar ao plano B: "Vais à primeira aula, logo depois vamos buscar-te" e... surpresa!!! 
P-R-A-I-A com eles!
Passámos uma manhã maravilhosa, um céu azul infinito, um calor com cheiro a Verão e eles... felizes, mas um bocado incrédulos, logo a mãe que é quem mais estabelece regras e fala tanto de responsabilidades e blá, blá, blá...
À tarde, brincadeira com fartura em casa, um lanche numa esplanada boa e para terminar o dia em grande, um convite da tia para jantar no restaurante preferido!
O melhor de tudo, foi ouvi-los dizer tantas e tantas vezes:
"- Estou a adorar este dia!
- Mãe estou tão feliz!
- Gosto tanto de não ir à escola e ficar contigo mãe.
- Sabes avó? A minha mãe e o meu pai deram-nos uma prenda muito especial! Hoje não fomos à escola, fomos à praia e foi tão divertido!"
Sei que pode parecer errado e tudo mais, mas sei também que eles perceberam que foi uma excepção (sem exemplo) por ser um dia especial, por estarem a terminar a escola e já não haver testes, por ser mais importante estarmos juntos do que receber presentes, porque nos amamos muito e porque a mãe os conhece tão bem que, o melhor presente para um Dia assim só poderia ser algo assim...





Lista para Junho

Sorrir mais.
Ler um novo livro.
Comer gelados.
Olhar o céu.
Dar mergulhos no mar.
Sorrir mais um bocadinho...
e mais outro e outro.
Descomplicar e...
Seguir em frente!





Capítulo 6 de 12